O presidente do Conselho Nacional de Presidentes dos Tribunais de Contas (CNPTC) e do Tribunal de Contas do Município do Rio de Janeiro (TCMRio), Luiz Antonio Guaraná, participou do II Encontro Nacional de Inteligência Artificial dos Tribunais de Contas (ENIATC), realizado nos dias 30 e 31 de março de 2026, em Belo Horizonte (MG). O encontro teve como tema central “Inteligência Artificial no Controle e na Governança Pública: entre a Regulação, a Ética e a Inovação”. A programação foi voltada ao debate sobre o uso da IA na administração pública e ao aprimoramento das atividades de controle externo.
Um dos destaques do evento foi a participação da ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, responsável pela palestra magna de abertura. Em sua fala, a ministra destacou o caráter estratégico da inteligência artificial para o Estado, ressaltando a necessidade de equilíbrio entre inovação, regulação e ética. Também abordou a importância da inclusão digital e da soberania tecnológica, além de apresentar o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA), que prevê investimentos de R$ 23 bilhões até 2028.
Participaram ainda autoridades como o ministro do Tribunal de Contas da União, Aroldo Cedraz, e o presidente do TCE-MG, Durval Ângelo Andrade, além de representantes de empresas como Google, Microsoft e iFood.
Promovido pela Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon), pelo Instituto Rui Barbosa (IRB) e pelo Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG), o evento reuniu mais de 2 mil participantes, entre membros dos Tribunais de Contas, gestores públicos, especialistas e representantes do setor privado.
Durante os dois dias de programação, especialistas e representantes dos Tribunais de Contas discutiram temas como inovação, governança de dados, uso de algoritmos em auditorias e os desafios éticos relacionados à adoção de tecnologias no setor público. O encontro também apresentou experiências práticas e soluções já utilizadas por órgãos públicos, evidenciando o avanço do uso da inteligência artificial no controle externo.
Como principais conclusões, o evento reforçou que a inteligência artificial já é uma realidade nos Tribunais de Contas e tem potencial para ampliar a eficiência, a transparência e a capacidade de fiscalização. Ao mesmo tempo, destacou-se a necessidade de investimentos em capacitação, regulação adequada e governança ética, de forma a garantir que o uso dessas tecnologias gere benefícios concretos para a sociedade.