Luiz Antonio Guaraná, presidente do Tribunal de Contas do Município do Rio de Janeiro e do Conselho Nacional de Presidentes dos Tribunais de Contas, participou nesta manhã (03) da solenidade de abertura do IV Congresso Nacional de Comunicação dos Tribunais de Contas, que se realiza em Ouro Preto (MG) nos dias 03 e 04 de agosto.
O evento reúne profissionais de comunicação de todos os tribunais de contas e convidados de projeção nacional para um debate aprofundado em torno do tema “Democracia e o papel social dos tribunais de contas”.
Guaraná comentou sobre a escolha da cidade de Ouro Preto para a realização do encontro que, à primeira vista, por ser distante da capital, Belo Horizonte, poderia apresentar dificuldades de acesso. “Após refletir, concluí que foi a escolha certa, na hora certa, pelo simbolismo histórico da cidade e pelo sino que fala o que ninguém está falando”, em franca referência à comunicação dos sinos das igrejas e do enredo do sino da capela do Padre Faria, que tocou em dissonância com os demais, quando a cabeça de Tiradentes chegou à cidade, após o esquartejamento de seu corpo no Rio de Janeiro. Os sinos de todas as igrejas tocaram em uníssono para festejar esse feito vitorioso do ponto de vista da metrópole portuguesa. O sino da capela do padre Faria tocou em protesto, no sentido contrário. “Um sino insurgente”, na definição do prefeito de Ouro Preto, Angelo Oswaldo, também presente ao evento.
O presidente do TCE-MG, Durval Ângelo, discursou sobre a importância de Ouro Preto para sediar o IV CNCTC, como berço da liberdade, de lutas pela cidadania. “Em Ouro Preto, os sinos contam a história, as civis e as religiosas; são instrumentos de comunicação, e cada igreja tem um toque diferente. Os sinos dominam a linguagem e são reconhecidos pelo Patrimônio Histórico Nacional”, explicou.
Na sequência, o presidente da Atricon, Edilson Silva, saudou os presentes e ressaltou a importância da comunicação e da Rede Secom. Segundo Edilson, é preciso trabalhar estrategicamente para informar o cidadão sobre como os tribunais de contas impactam sua vida.
A palestra magna sobre “Democracia, representatividade e comunicação pública: construindo confiança nas instituições” foi proferida pela ministra do Tribunal Superior Eleitoral Edilene Lôbo, que fez um pronunciamento no sentido de se construir confiança em tempos de “ultratecnologização” da vida. Segundo a ministra, os tribunais de contas podem exercer uma “jurisdição irmã”, trabalhar ao lado da justiça eleitoral para vigiar a comunicação, que não pode ser utilizada em ano eleitoral, principalmente, para mentir. “Ao lado da justiça eleitoral, os tribunais de contas têm o papel de fiscalizar a comunicação”, concluiu, encerrando a primeira manhã do congresso.